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O ex-primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi anunciou que vai deixar o Partido Democrata (PD) do qual foi secretário-geral e criar o seu próprio grupo, mas garantiu que o seu novo partido vai continuar a apoiar o novo governo de Giuseppe Conte.

A informação foi confirmada esta terça-feira pelo próprio ex-primeiro-ministro numa entrevista ao jornal La Repubblica, onde Renzi anunciou oficialmente a sua saída, que definiu como um "bem para todos".

O líder da esquerda italiana explicou que o novo grupo "ampliará a base do consenso parlamentar" ao Governo de Conte.

Isso foi explicado pelo próprio Renzi a Conte num telefonema realizado na noite de segunda-feira.

O ex-primeiro-ministro não quis antecipar o nome do novo partido e explicou que na próxima reunião em Leopolda (congresso político criado por Renzi) serão apresentados os símbolos e ideias do grupo. Segundo algumas sondagens, o partido de Renzi ficaria com 5% nas intenções de voto.

Renzi, que se demitiu em dezembro de 2016 do cargo de primeiro-ministro após perder o referendo sobre a reforma do sistema parlamentar que tinha proposto, garantiu que a sua saída não tem nada a ver com ficar de fora no novo governo formado pela coligação entre o PD e o Movimento Cinco Estrelas (M5S) que ele próprio impulsionou.

"Não é esse o ponto. Se eu pensar em como as instituições estão representadas agora, o novo Governo do Conte parece-me um milagre. Ter enviado Salvini para casa é algo que vai ficar no meu currículo como uma das coisas em que mais me sinto orgulhoso", comemorou.