EFELisboa

A temperatura da região do Mediterrâneo vai aumentar em 2,2 graus centígrados em 2040 se não houver uma mudança na política climática, alertaram esta segunda-feira as autoridades durante a Terceira Conferência Ministerial sobre Energia realizada em Lisboa e organizada pela União pelo Mediterrâneo (UpM).

"Para limitar o aquecimento global, precisamos urgentemente de ser mais eficientes no âmbito da energia e aumentar o uso de energia limpa em todos os setores, incluindo o transporte, indústria, aquecimento e refrigeração", disse Kadri Simson, comissário de Energia da União Europeia (UE).

Os ministros de Energia dos 42 Estados-membros da UpM alertaram hoje para a pressão da industrialização intensiva, do desenvolvimento do turismo e os crescentes efeitos das alterações climáticas.

Além disso, ressaltaram as soluções para fazer frente a esta problemática, entre elas as fontes de energia renováveis, como o sol, vento e água, que "permitem encontrar soluções para uma transição rumo a um fornecimento energético sustentável e baixo em carbono", segundo o comunicado enviado pela UpM.

Neste sentido, as centrais de energia solar concentradas poderão gerar por 100 vezes a eletricidade que as regiões do Mediterrâneo e da UE ambas precisam, embora atualmente os problemas de investimento e ligação das infraestruturas estejam a travar o avanço.

Na reunião desta segunda, os ministros explicaram que a região do Mediterrâneo, com uma população acima dos 500 milhões de habitantes e em crescimento, irá aumentar a sua procura de energia em mais de 50% até 2040.

Outra das conclusões emitidas durante a reunião alerta para a necessidade de adotar "medidas adequadas para atrair investimentos privados em energias renováveis sustentáveis e em eficiência energética".