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A polícia espanhola recebeu milhares de denúncias no último fim de semana, últimos dias da Páscoa, por festas ilegais ou concentrações nas ruas, especialmente em grandes cidades como Madrid e Barcelona.

Para evitar a propagação do coronavírus, as reuniões sociais estão restritas a um máximo de seis pessoas na rua, e está em vigor um recolher obrigatório a partir das 22h ou 23h, dependendo de cada região.

No entanto, essas restrições não impediram milhares de jovens de irem a festas ilegais em ruas, casas e bares nos horários em que estes estabelecimentos deviam estar fechados.

Em Madrid, a Polícia Municipal interveio durante a Páscoa numa média de 117 festas ilegais diárias, um número inferior ao das semanas anteriores, mas as sanções propostas por estar na rua em horário restrito aumentaram, especialmente no centro da capital.

Na capital espanhola, após o recolher obrigatório às 23h -um dos mais relaxados do país- foram registadas várias aglomerações depois do fecho de locais de diversão noturna, frequentados por milhares de jovens madrilenos e estrangeiros, especialmente franceses, atraídos pelas menores restrições da Comunidade de Madrid.

Desde o dia 26 de março que foram aplicadas 4.654 multas por esse motivo, 1,98 mil por não uso de máscara e 1.736 por consumo de álcool na via pública, informou esta segunda-feira a Polícia Municipal de Madrid.

Algo semelhante aconteceu na Catalunha, onde nesta Semana Santa foram feitas mais de 1,7 mil queixas por violação do recolher obrigatório e foram abertos processos a cerca de 80 bares, segundo o Ministro da Administração Interna do Governo Catalão interino, Miquel Sàmper, que alertou para o risco de contágio representado pelo aumento das "festas ilegais".

Espanha apresenta atualmente um alto risco de coronavírus, com uma incidência acumulada de 151 casos por 100 mil habitantes em 14 dias, embora Madrid esteja bem acima da média, com 267, enquanto a Catalunha está com 190, segundo dados oficiais.