EFECracóvia (Polónia)

O ministro da Saúde da Polónia, Adam Niedzielski, revelou esta quinta-feira que precisou de aumentar a segurança pessoal, com guarda-costas a acompanhá-lo constantemente, após ter recebido ameaças de integrantes do movimento negacionista e antivacinas do país.

O ministro fez esta quinta-feira, em conferência de imprensa, um novo apelo à população para que se vacine, e denunciou que as redes sociais estão a ser utilizadas para a difusão de "manipulação" de informações por parte de um grupo que classificou como "realmente pequeno".

Na semana passada, um deputado de um partido ultranacionalista ameaçou o ministro em pleno Parlamento de que iria "ser enforcado", após aludir aos Julgamentos de Nuremberga e comparar o uso de máscara com as braçadeiras que os nazis obrigavam os judeus a utilizar.

As atividades dos grupos negacionistas e antivacinas na Polónia tiveram o ministro como alvo em várias ocasiões, e em maio um grupo de pessoas atacou Niedzielski à porta de casa e entrou no prédio onde reside. O ministro descreveu os integrantes do grupo como "fanáticos" e prometeu tomar medidas legais contra estes.

Os ativistas antivacinas polacos aumentaram recenetemente a atividade e chegaram a incendiar um centro de vacinação e invadir um orfanato, procurando impedir a aplicação de vacinas em crianças.

As autoridades locais indicaram que, em muitos casos, as agressões ou manifestações de negacionistas estão ligadas a grupos radicais e de extrema-direita.