EFEMinneapolis (EUA)

As autoridades do Minnesota anunciaram este sábado que ordenaram a mobilização de toda a Guarda Nacional (força militar da reserva) do estado, pela primeira vez na história, para lidar com os distúrbios derivados dos protestos contra a morte de George Floyd, homem negro que foi asfixiado até à morte por um polícia branco na segunda-feira.

O governador do Minnesota, Tim Walz, comunicou em conferência de imprensa "a completa mobilização" da Guarda Nacional do estado, e explicou que esta é uma "ação que nunca foi tomada nos 164 anos de história da Guarda Nacional do Minnesota".

"A noite passada não se tratava da morte de George Floyd. Tratava-se de atacar a sociedade civil, instigar o medo e perturbar as nossas grandes cidades", disse o político democrata.

Walz afirmou que "a dinâmica" dos protestos mudou desde terça-feira, quando as manifestações foram pacíficas.

"Temos visto mais pessoas de fora da cidade, isto é inaceitável. Para garantir que continuaremos a ter o que é necessário, temos que garantir que mobilizaremos a maior força", analisou.

Milhares de manifestantes protestaram na sexta-feira em algumas das maiores cidades dos Estados Unidos, como Nova Iorque, Washington e Atlanta, contra a morte de George Floyd, morto depois de um agente branco, Derek Chauvin, se ajoelhar sobre o pescoço dele por pelo menos sete minutos na última segunda-feira em Minneapolis.

Numa tentativa de conter a situação, as autoridades declararam na sexta-feira um toque de recolher noturno durante dois dias em Minneapolis e a vizinha Saint Paul, mas a medida não evitou novos distúrbios.