EFEPequim

O número de mortes causadas pelo novo coronavírus originário da China aumentou para nove, enquanto o número de casos confirmados subiu a 440, informou hoje a Comissão Nacional de Saúde do país asiático.

Numa conferência de imprensa realizada hoje em Pequim, o vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Li Bin, assegurou que, às 24:00 hora local de terça-feira (16:00 GMT), 13 províncias tinham confirmado um total de 440 casos de contágios e que o número de mortes era de 9 pessoas, todas na província de Hubei, da qual Wuhan é a capital.

Isto representa mais três mortos e 149 contagiados que no relatório anterior, publicado na terça-feira.

A cidade centro-oriental de Wuhan, com 11 milhões de habitantes, é o epicentro do surto de um novo tipo de coronavírus (2019-nCov) que provoca a que já se conhece como "pneumonia de Wuhan" e que, alertaram as autoridades de saúde chinesas na segunda-feira, também se contagia por contacto entre humanos.

Li expressou a sua preocupação com as possíveis infecções que poderão acontecer ao longo do Ano Novo chinês, cujas férias começam oficialmente esta sexta-feira e que constituem a maior migração humana do planeta, com dezenas de milhões de chineses a regressar às suas cidades de origem.

Como tal, pediu para "minimizar o contacto público".

No entanto, Li disse que a resposta dos serviços de saúde à doença tem conseguido "manter o número de casos e mortes a níveis mínimos".

"Estamos confiantes de que vamos derrotar a doença", concluiu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) organiza esta quarta-feira uma reunião de especialistas para determinar se o atual surto de coronavírus na China constitui uma emergência internacional.

Globalmente, foram confirmados casos na Tailândia (3), Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, estes três últimos países com um.