EFEBruxelas

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Nato) estima que, por enquanto, apenas os Estados Unidos, Reino Unido, Polónia, Roménia, Letónia, Grécia e Estónia cumprem a meta de destinar 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) a despesas militares, segundo um relatório publicado pela aliança esta terça-feira.

O Luxemburgo (0,55%) é o país-membro da Nato que menos percentagem do seu PIB gastou em Defesa este ano. Já os aliados europeus e o Canadá investiram 1,55% do seu PIB em despesas militares em 2019 (0,4% a mais que em 2018), o que demonstra que ainda estão longe da meta de 2% até 2024.

Os EUA, que nos últimos anos têm pressionado a Europa e o Canadá para que destinem mais dinheiro a despesas militares, investiram 3,42% do seu PIB em Defesa em 2019.

"Posso anunciar que o aumento real para 2019 é de 3,9% entre os aliados europeus e o Canadá", disse em conferência de imprensa o secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, que destacou que há cinco anos consecutivos o investimento em defesa da aliança cresce.

Para o próximo ano, Stoltenberg confirmou que os aliados europeus e o Canadá terão acumulado uma despesa militar de 87.830 milhões de euros desde 2016.

O secretário-geral ressaltou que "cada vez mais aliados estão a cumprir a meta de gastar 2% do PIB" em Defesa até 2024, quando "a maioria" deve alcançar esse objetivo, segundo os seus planos orçamentários.

No total, a aliança calcula que investiu no ano passado 864.280 milhões de euros em Defesa, dos quais 262.620 milhões correspondem aos aliados europeus e ao Canadá.

Para Stoltenberg, os aliados alcançaram um "impressionante progresso" na despesa militar, o que segundo a sua opinião é um "sinal de compromisso".

"A Nato está num bom caminho, e devemos manter o momento positivo", disse.