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Os chefes de Estado e de Governo dos países da NATO definiram esta quarta-feira, na cimeira que se realiza em Madrid, que as "ambições declaradas e as políticas coercitivas" da China "desafiam os interesses, segurança e valores" da aliança militar.

O posicionamento faz parte das novas diretrizes da aliança para a próxima década, que foram decididas no evento realizado na capital espanhola, que termina nesta quinta.

"A China emprega uma ampla gama de recursos políticos, económicos e militares para reafirmar a sua marca global e aumentar e projetar o seu poder enquanto permanece opaca sobre a sua estratégia militar, intenções e desenvolvimento", afirma o documento da NATO.

"As operações maliciosas híbridas e cibernéticas da China, a retórica de confronto e a desinformação visam os aliados e destinam-se a prejudicar a sua aliança de segurança", acrescenta.

Ainda segundo o novo Conceito Estratégico, a China "procura controlar setores industriais e tecnológicos chave, infraestrutura crítica, materiais estratégicos e cadeias de fornecimento" e "usa a sua posição económica para criar dependências estratégicas e exercer influência. Ao fazer isso, procura subverter as regras da ordem internacional".

"As ambições e políticas coercitivas da República Popular da China desafiam os nossos interesses, segurança e valores", enfatiza o texto.