EFEHavana

O Ministério de Saúde Pública de Cuba (Minsap) anunciou este domingo que o número de mortos na explosão no hotel Saratoga, no centro de Havana, ocorrida há dois dias, foi atualizado para 30.

Além disso, o ministério indicou o incidente causou 84 feridos, 24 ainda estão internados, cinco deles menores de idade. Sete dos pacientes estão em estado crítico e seis em condição considerada grave.

A explosão, segundo as autoridades locais, não se tratou de um atentado e aconteceu quando um camião-cisterna de gás liquefeito (GLP) estava a abastecer o depósito do hotel de luxo.

A tese mais provável a ser estudada pelas autoridades locais que a detonação tenha sido causada por uma fuga.

A explosão fez com que uma parte do prédio -de sete andares - desabasse e a fachada dos três primeiros andares se desprendesse, causando uma chuva de toneladas de entulho na calçada. O camião-tanque ficou parcialmente enterrado.

O incidente gerou ainda uma grande coluna de fumo branco visível em grande parte da capital.

Nos próximos dias terá de ser feita uma vistoria técnica no edifício para decidir se pode ser recuperado ou se os danos estruturais justificam a sua demolição.

O Saratoga está alojado num edifício de estilo neoclássico construído em 1880 e que funciona como hotel desde 1933. A sua última restauração ocorreu em 2005, segundo a imprensa oficial cubana.

Com cinco estrelas, o hotel é considerado um dos mais luxuosos da cidade. O estabelecimento está localizado no Paseo del Prado, uma das principais avenidas de Havana Vieja, no centro histórico da capital cubana.