EFEHavana

O número de mortos após a explosão ocorrida na sexta-feira passada no hotel Saratoga, em Havana, subiu para 43, segundo informou esta terça-feira o Ministério da Saúde Pública de Cuba.

De acordo com o relatório atualizado do governo, 17 pessoas permanecem hospitalizadas, seis das quais estão em estado grave e duas em estado crítico.

Por outro lado, o número total de feridos da explosão subiu para 97, um a mais do que no relatório da manhã. Além disso, um total de 37 pessoas receberam alta.

Todos os mortos até agora são de nacionalidade cubana, à exceção de uma cidadã espanhola, assim como um dos feridos.

Funcionários do serviço de resgate trabalham dia e noite para encontrar mais pessoas nos escombros do estabelecimento, que segundo as primeiras informações das autoridades explodiu após uma fuga de gás liquefeito.

O chefe do Corpo de Bombeiros cubano, o coronel Luis Guzmán, disse esta terça-feira que pelo menos três funcionários do hotel ainda estão desaparecidos.

"A busca está focada nas áreas da cozinha e sala de jantar em condições de alto risco, razão pela qual também temos que proteger socorristas e bombeiros", ressaltou Guzmán, segundo a estatal Agencia Cubana de Noticias.

Sobre a duração da operação, Guzmán destacou que não é possível oferecer um prazo estimado.

Por sua vez, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, visitou o local da explosão na terça para supervisionar os esforços de resgate.

O hotel não estava operacional no momento da explosão, mas 51 trabalhadores encontravam-se no interior a prepará-lo para a reabertura, prevista para esta quarta-feira.

O Saratoga foi construído em 1880 e funciona como hotel desde 1911. A sua última restauração foi realizada em 2005, quando o prédio foi reformado em profundidade.

Esta luxuosa acomodação de cinco estrelas está localizada na icónica avenida Paseo del Prado, no centro histórico da capital cubana, a área mais visitada pelos turistas que chegam à ilha.