EFEWashington

A Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) apoiou esta terça-feira a proposta dos Estados Unidos de um Governo de transição na Venezuela e considerou válida a saída do Governo de Nicolás Maduro.

"O plano apresentado constitui uma proposta válida de solução para deixar a ditadura usurpadora e recuperar a democracia no país", declarou a Secretaria Geral, presidida pelo uruguaio Luis Almagro, reeleito a 20 de março para um segundo mandato.

A Secretaria afirmou que o caminho proposto no plano do Departamento de Estado americano merece o apoio de todos aqueles que lutam por eleições livres e transparentes no país vizinho, de acordo com as normas da Carta Democrática Interamericana e com a observação internacional, incluindo a OEA.

Além disso, a organização considera essencial a libertação imediata de prisioneiros políticos, ao mesmo tempo em que destacou que a forma possível de recuperar a democracia na Venezuela é através da saída do país dos milhares de agentes de segurança e inteligência estrangeiros.

Os EUA propuseram um plano para o regresso da democracia através de um Governo de transição que incluiria representantes de Maduro e do líder da oposição, Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 nações, e levaria a "eleições livres e justas".

"O plano propõe que tanto Maduro quanto Guaidó se afastem para que os membros eleitos da Assembleia Nacional de ambos os lados possam criar um Conselho de Estado para servir como um Governo de transição, que organizará eleições presidenciais livres e justas", disse o chefe da Venezuela no Departamento de Estado dos EUA, Elliott Abrams.

Num artigo no "Wall Street Journal", Abrams acrescentou que se as condições necessárias forem cumpridas, o Governo do presidente Donald Trump está preparado para retirar as sanções económicas impostas ao Governo atual.

Pouco depois, em conferência de imprensa, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, declarou que as punições só seriam suspensas após a formação desse Governo provisório e a saída das forças de segurança estrangeiras da Venezuela, numa referência velada a Cuba.