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A nova variante Ómicron poderá representar metade dos contágios de coronavírus no Espaço Económico Europeu (EEE) "em uns poucos meses", alertou esta quinta-feira o Centro Europeu para a Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC).

Este organismo de referência da União Europeia (UE) destacou que embora ainda haja "incertezas" a respeito da transmissibilidade, severidade e escape à imunidade da Ómicron, dados preliminares indicam uma "vantagem substancial" com respeito à Delta.

"Quanto maior for a vantagem de crescimento sobre a Delta e maior for a sua circulação na UE e EEE, mais curto será o tempo esperado até que a Ómicron cause a maioria das infeções de SARS-CoV-2", advertiu o ECDC em comunicado, aludindo a vários modelos matemáticos.

A diretora desta agência com sede em Estocolmo, Andrea Ammon, admitiu que os dados sobre a Ómicron são "limitados" e que é necessário um enfoque a vários níveis para travar a sua expansão.

"Vacinas para quem ainda não se vacinou ou não completou o requirido e a dose de reforço para os maiores de 40 anos são imprescindíveis", afirmou Ammon, que pediu a aplicação de intervenções não farmacêuticas como distanciamento social, ventilação de espaços fechados e teletrabalho em caso de doença.

O ECDC apelou ainda a um reforço do rastreio de contactos e o uso, com moderação, de restrições de viagens, que em todo caso deverão ser actualizadas de acordo com as provas que vão surgindo.