EFEGenebra

Os casos iniciais confirmados de varíola dos macacos no Reino Unido, primeiro país que alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a doença antes da deteção de infeções em Espanha, Portugal e EUA, estão ligados à variante detetada na África Ocidental, que é menos grave, indicou esta quinta-feira a agência da ONU.

Num relatório de acompanhamento da situação no território britânico, que não aborda outros países, a OMS explica que esta mutação tem uma letalidade de 1%, enquanto a variante registada na África Central chega a 10%.

A OMS alerta que esta doença, que é transmitida através de gotículas ou contacto direto com a pele ou objetos contaminados, representa um risco adicional para crianças e mulheres grávidas, que podem transmitir para os fetos.

A organização apontou ainda que a vacina contra a varíola tradicional é bastante eficaz contra a doença. No entanto, como foi erradicada há 40 anos e as campanhas de imunização terminaram pouco depois, as gerações mais jovens não contam com essa proteção.

No relatório, a OMS recomenda que qualquer pessoa que fique doente após voltar de uma região endémica notifique os serviços de saúde locais.

Viajantes dessas áreas e os seus residentes devem evitar o contacto com animais mortos e doentes, especialmente roedores (principais meios de transmissão da varíola), marsupiais ou primatas, aponta a OMS.

Além disso, é recomendado que não se consuma carne de caça ou de animais selvagens nessas regiões.

A OMS opta por enquanto não recomendar restrições de movimento no Reino Unido e recorda a importância da higiene nas mãos para reduzir a transmissão de doenças infeciosas.

O primeiro paciente confirmado com varíola dos macacos foi internado no último dia 6 e diagnosticado com a doença seis dias depois. No dia 15 foi feito o alerta à OMS da presença de vários casos no país.