EFEGenebra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse esta sexta-feira que ainda não há dados suficientes que permitam recomendar a utilização de duas vacinas distintas contra a covid-19 para cobrir a primeira e segunda dose requeridas, em referência a uma decisão tomada por França neste sentido.

As autoridades francesas anunciaram que se vai administrar uma segunda dose das vacinas da Pfizer ou Moderna (ambas utilizam a tecnologia de RNA mensageiro) em pacientes com menos de 55 anos de idade que tenham recebido uma primeira dose da AstraZeneca.

Isto é consistente com a decisão de não administrar esta vacina a essa faixa etária devido ao risco de trombose.

"Não há dados adequados para dizer que isto é algo que pode ser feito, por isso neste momento não podemos recomendar a combinação de vacinas", comentou hoje à imprensa a porta-voz da OMS, Margaret Harris.

Harris acrescentou que esta questão está a ser estudada, pois foi sugerida pelo painel de peritos que aconselham a OMS quanto a imunização.