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Outros 48 migrantes a bordo do barco da ONG espanhola Open Arms, que se encontra frente à costa italiana de Palermo, atiraram-se ao mar por desespero, após o mesmo ter sido feito na quinta-feira por 76 pessoas.

O barco resgatou cerca de 270 migrantes em várias operações no Mediterrâneo central entre 8 e 11 de setembro, e na noite de 15 de setembro a Guarda Costeira italiana ocupou-se da evacuação de duas grávidas e o marido de uma delas, recusados por Malta.

"Itália conhece formalmente a situação limite do Open Arms e deixa-nos abandonados a 1.500 metros de Palermo, sem solução nem qualquer informação. Prolonga-se desnecessariamente o sofrimento a bordo não só dos resgatados como também da tripulação", escreveu a ONG nas redes sociais, que especificou que "outras 48 pessoas se lançaram à água".

Os 76 migrantes que se atiraram na quinta-feira ao mar para tentar chegar a nado à costa italiana foram resgatados e levados a embarcações da Guarda Costeira italiana, pelo que não voltaram ao barco da ONG espanhola.

A Open Arms criticou nos últimos dias que nenhum país europeu lhe tenha autorizado um porto onde atracar.

As autoridades italianas permitiram na quarta-feira à embarcação espanhola que se dirigisse para as águas de Palermo (Sicília, sul), onde permanece à espera das indicações para o desembarque.