EFEParis

Outros quatro estudantes foram acusados na investigação sobre o assassinato do professor francês Samuel Paty nos arredores de Paris, o docente que foi decapitado depois de ter mostrado aos seus alunos caricaturas do profeta Maomé, confirmaram fontes judiciais.

Ao todo, o número de acusados formais no caso chega a 14. Três deles, segundo informações extra-oficiais, são apontados como cúmplices de assassinato relacionado com uma organização terrorista, enquanto um quarto é acusado do crime de denunciação caluniosa.

Os três primeiros citados são estudantes que terão mostrado, na porta da escola Conflans-Sainte-Honorine, quem era Paty a Abdoullakh Anzorov, apontado como o autor material do assassinato.

A quarta é uma menor de idade, filha de Brahim Chnina, pai de Abdelhakim Sefrioui, o aluno, atualmente detido, que iniciou uma campanha contra o professor e que também já foi acusado formalmente.

Os novos quatro adolescentes colocados na condição de acusados foram presos no início da semana. Todos foram interrogados e libertados sob controlo judicial.

Os dois primeiros foram dois estudantes acusados de ter recebido entre 300 e 350 euros por indicar a Anzorov, um refugiado checheno, quem era Paty, professor de História de 47 anos decapitado no dia 16 de outubro.

O acusado pela autoria do crime, de apenas 18 anos, foi abatido pela polícia logo depois do crime.