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O primeiro-ministro do País de Gales, Mark Drakeford, decretou esta segunda-feira um confinamento de duas semanas a partir das 17h00 da próxima sexta-feira para "abrandar" a propagação da pandemia de coronavírus.

"A menos que tomemos medidas agora não seremos capazes de poder cuidar das pessoas que ficam extremamente doentes" com a pandemia, advertiu hoje Drakeford numa declaração televisiva, na qual deu detalhes sobre as medidas que vai introduzir na região face à "situação muito grave" em que o País de Gales se encontra.

O número de casos de covid-19 está a crescer nesta região, colocando "pressão" sobre os seus serviços de saúde. O número "R" é agora de 1,4, com cerca de 2.500 contágios diários.

Segundo Drakeford, que admitiu que a adoção destas medidas tinha sido uma "decisão difícil", o breve confinamento, que irá durar até 9 de novembro, será "um choque curto e agudo" contra o vírus.

"A partir de sexta-feira, às 17h00 GMT, todos no País de Gales terão de ficar em casa", confirmou o primeiro-ministro, acrescentando que a única exceção serão os trabalhadores considerados essenciais e aqueles em empregos onde não é possível trabalhar a partir de casa.

Drakeford advertiu que se o seu gabinete não introduzisse normas com a situação atual, a propagação do coronavírus continuaria a "acelerar e a representar um risco real para os serviços de saúde".

O confinamento temporário de duas semanas vai finalizar antes de se sentirem os "benefícios" desse período, advertiu o político, que anunciou que o seu governo regional irá criar um fundo no valor de 300 milhões de libras (326 milhões de euros) para apoiar as empresas afetadas nos sectores do retalho, lazer e restauração.