EFEEstrasburgo (França)

O plenário do Parlamento Europeu pediu esta quinta-feira à União Europeia (UE) que imponha mais sanções à Venezuela devido à "repressão" no país, após a tortura e morte do capitão Rafael Acosta Arévalo quando estava sob custódia das forças de segurança venezuelanas.

A resolução, que foi aprovada com 455 votos a favor, 85 contra e 105 abstenções, reitera o seu total apoio a quem considera presidente interino legítimo, Juan Guaidó, e à Assembleia Nacional, e ao processo de facilitação impulsionado pela Noruega, que deveria levar à realização de eleições livres, transparentes e credíveis.

O Parlamento Europeu considera que as autoridades europeias devem restringir os movimentos e congelar os ativos e vistos das autoridades venezuelanas responsáveis por violações de direitos humanos e repressão, assim como os dos seus familiares mais próximos.

A resolução, um dos primeiros textos aprovados esta legislatura no Parlamento Europeu, recebeu o apoio do Partido Popular Europeu (PPE), da Aliança de Socialistas e Democratas (S&D), do Renovar a Europa (RE) e do grupo de Conservadores e Reformistas (ECR).

Os eurodeputados condenam a repressão e violência no país e expressam a sua solidariedade ao povo venezuelano e as suas "mais sinceras condolências" à família e amigos das vítimas, como o capitão Acosta.

O Parlamento ressalta, além disso, a responsabilidade direta de Maduro e das suas forças armadas e de inteligência no uso "indiscriminado da violência" para reprimir a transição democrática no país.