EFEEstrasburgo (França)

O Parlamento Europeu (PE) aprovou esta quinta-feira uma resolução que reitera o reconhecimento de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela e condena a "tentativa de golpe", no último dia 5, quando Guaidó foi impedido de presidir uma sessão da Assembleia Nacional.

Numa resolução apoiada por 471 deputados, rejeitada por 101 e com 103 abstenções, o Parlamento Europeu "reconhece e apoia Juan Guaidó como presidente legítimo da Assembleia Nacional e presidente legítimo da República Bolivariana da Venezuela".

Além disso, "condena veementemente a tentativa de golpe de Estado de Maduro e dos seus aliados", bem como os seus esforços para impedir que a Assembleia Nacional "cumpra corretamente o mandato constitucional a ela estendido pelo povo venezuelano".

No comunicado, o Parlamento Europeu "lamenta essas graves violações que são incompatíveis com o processo legítimo de eleger o presidente da Assembleia Nacional e são mais um passo na crise na Venezuela que continua a piorar".

No último dia 5, dia em que a presidência da Assembleia Nacional seria renovada, já tinham ocorrido momentos de tensão quando a Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada) impediu Juan Guaidó e parte dos deputados da oposição, enquanto que um grupo minoritário apoiava Parra como presidente, com o apoio do partido governista.

No mesmo dia, Guaidó foi eleito presidente da Assembleia por um grupo de 100 deputados que se reuniram numa sessão paralela na sede do jornal "El Nacional", sem acesso ao Parlamento.

Na sua resolução, o Parlamento Europeu rejeitou "as violações do funcionamento democrático, constitucional e transparente da Assembleia Nacional" e também denuncia os "atos contínuos de intimidação, suborno, extorsão, violência, tortura e desaparecimentos forçados".