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O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, pediu esta quarta-feira desculpas pelos erros cometidos na gestão da pandemia da COVID-19 e exigiu unidade para finalmente vencer o coronavírus.

No seu discurso de hoje no Congresso, Sánchez pediu desculpas pelos "próprios erros" sempre ditados, ressaltou, pela "urgência dos tempos, pela escassez de recursos e pela natureza excepcional e ausência de precedentes".

Sánchez foi submetido a outro duro debate no Congresso, onde o Governo pediu apoio para uma nova extensão do estado de alarme, um instrumento legal que permite limites de mobilidade com o objetivo de travar a pandemia.

"É a única maneira possível de combater efetivamente o vírus", disse Sánchez durante o seu discurso inicial, onde pediu aos grupos políticos que apoiassem uma nova extensão do estado de alarme, a quinta desde 14 de março.

Essa extensão deve ser autorizada pelo Congresso e, como o Governo de coligação progressista não possui maioria suficiente, deve negociar o apoio de outros grupos parlamentares.

Após o acordo de ontem com o Ciudadanos (liberais), o Governo espanhol terá mais facilidade em aprovar essa extensão, embora no início do debate ainda tenham existido grupos minoritários, nacionalistas ou regionalistas que não tenham indicado a sua intenção de votar.

Enquanto os protestos incentivados pelos partidos de direita contra o Governo aumentam nas ruas, e centenas de manifestantes pedem a demissão de Sánchez, este apelou hoje a uma união entre as forças políticas.