EFEMadrid

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, vai pedir a todos os grupos do Congresso apoio para aumentar o gasto em defesa no próximo orçamento geral do Estado, porque considera que se trata de "um acordo do país".

Sánchez, numa entrevista na Televisão Espanhola (TVE) no último dia da Cimeira da NATO, salientou que a reunião dos aliados em Madrid sublinhou a necessidade de fortalecer a capacidade de dissuasão.

"É um debate que temos de enfrentar em Espanha, tanto do ponto de vista dos partidos de direita como no espaço político progressista", sublinhou.

Sem mencionar expressamente partidos como o Unidas Podemos, em coligação com o Executivo, Sánchez salientou que existem forças políticas que perguntam por que razão o investimento na defesa deve ser aumentado e que avisam que se deve ter "cuidado" com a NATO.

"Não. A NATO é uma aliança de democracias em defesa da democracia, e a democracia deve ser defendida aumentando as nossas capacidades de dissuasão (...) Para além da Europa e do que a NATO representa, o mundo é muito complicado, é muito difícil, é muito frio", acrescentou o chefe do Governo.

Neste contexto, recordou que Espanha se comprometeu a gastar 2% do PIB em defesa até 2029, e insistiu que este debate deve ser aberto no país.