EFERio de Janeiro

As Polícias Civis e Militares do estado brasileiro do Rio de Janeiro realizou esta quinta-feira a maior apreensão conjunta de armas e drogas com uma operação no conglomerado de favelas Complexo da Maré, segundo anunciou o governador Wilson Witzel.

Na operação, que deixou um suspeito morto e quatro presos, entre eles um suposto chefe do tráfico de droga, foram apreendidas 75 granadas, trinta armas -28 delas de longo alcance, como espingardas e metralhadoras -e cinco toneladas de drogas, incluídos 172 quilogramas de massa básica de cocaína.

"A Polícia Militar já tinha informações da possível localização do depósito onde estava o armamento e com a ajuda de cães conseguiu, com sucesso, encontrar as armas e as drogas", relatou Witzel, que disse que o material apreendido "não é usado por negros, pobres e pessoas da favela".

Para o governador, que pretende reduzir os roubos de carregamentos próximos ao Complexo da Maré, estas "são armas usadas por terroristas que utilizam a comunidade como escudo e utilizam um poder de fogo bélico e estão a ser patrocinados por cartéis internacionais".

"O recado está dado: Não frente à Polícia. Se enfrentam a Polícia só têm dois caminhos: ser preso ou morrer, e nós não teremos piedade com quem não tem respeito pelo ser humano alheio, pela sociedade e pelos nossos polícias", acrescentou.

Algumas das armas estavam "personalizadas" com as cores e símbolos do clube de futebol Flamengo e figuras de personagens de videojogos, como 'Super Mario' e 'Luigi'.

A operação contou com o apoio desde o ar de um helicóptero blindado da Polícia Militar.

Um dos detidos na operação é Adriano Cruz de Oliveira, conhecido como 'Adriano Gordinho', considerado como o segundo homem da hierarquia do tráfico de drogas no Parque União, uma das favelas do complexo, e que estava em fuga depois de receber uma condenação de 35 anos por narcotráfico.