EFELisboa

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, considerou hoje em Lisboa que o relatório impulsionado pelos democratas para fundamentar o possível "impeachment" (julgamento político) do presidente Donald Trump está "todo mal".

"Está todo mal", limitou-se a responder Pompeo quando foi questionado durante uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros luso, Augusto Santos Silva, durante a sua visita a Lisboa.

O secretário de Estado não fez mais comentários sobre o relatório aprovado pelos democratas, que servirá como base para a sua eventual imputação, e que o próprio Trump qualificou na quarta-feira de "anedota" e "desgraça".

O texto foi elaborado depois de mais de dois meses de investigação pelo Comité de Inteligência da Câmara dos Representantes, que liderou até agora as investigações contra Trump, e vai ajudar o Comité Judicial do Congresso a decidir se redige acusações contra o presidente e recomenda um julgamento político.

Os democratas iniciaram o processo à raiz de acusações de que Trump pediu ao presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, que investigasse o pré-candidato democrata e ex-vice-presidente Joe Biden, enquanto o presidente dos EUA ressalta que não fez nada de mal.

Durante a sua conferência de imprensa em Lisboa, Pompeo também foi perguntado sobre a decisão dos Estados Unidos de retirar a sua objeção legal aos assentamentos israelitas na Cisjordânia.

"A nossa posição foi muito clara. Respeitamos os assentamentos, concluímos que segundo a lei internacional não são ilegais. Temos o direito, confiamos nisso", disse.

O chanceler luso, por sua vez, reconheceu que os dois países têm posições diferentes -Portugal, como a União Europeia, considera ilegais os assentamentos israelitas- mas reiterou que há "respeito" por parte de ambos.