EFESydney (Austrália)

A popularidade da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, disparou no país com a sua gestão bastante elogiada da pandemia da Covid-19 e meses antes das eleições gerais.

Ardern, que assumiu o cargo em outubro de 2017 e teve que enfrentar outras duas grandes crises durante o seu mandato, tem uma taxa de aprovação de 59,6% dos neozelandeses, de acordo com uma sondagem publicada esta segunda-feira pela agência "Newshub-Reid", embora a primeira-ministra tenha sempre mantido uma boa parcela de popularidade.

A popularidade da líder trabalhista, que atualmente governa em coligação com o New Zealand First e o Partido Verde, aumentou 20,8% em comparação com a última sondagem, quando o Governo reuniu um descontentamento entre a população devido a problemas como habitação e indigência.

Mantendo esse apoio, Jacinta Ardern e o seu partido poderão manter o poder nas eleições programadas para 19 de setembro e até mesmo governar sozinhos, pois segundo as projeções podem vir a conseguir 72 dos 120 deputados.

A política de 39 anos, que implementou uma série de medidas drásticas destinadas a erradicar o vírus no país, comentou que os resultados da sondagem "refletem o trabalho conjunto. Acontece que, neste momento, tenho a humilde e privilegiada oportunidade de ser líder".

Ardern tem sido elogiada internacionalmente por priorizar o bem-estar da população, além dos seus gestos de empatia com os seus cidadãos, que incluíram interação virtual com crianças para discutir a pandemia, que infetou 1.153 neozelandeses e deixou 21 mortos.

A mandatária também se destacou pela compaixão demonstrada às vítimas do ataque supremacista contra duas mesquitas na cidade de Christchurch, que matou 51 pessoas, em março de 2019, e a sua liderança durante a erupção do vulcão Whakaari, onde 21 pessoas perderam a vida em dezembro do ano passado.