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O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliev, decretou esta segunda-feira uma mobilização parcial no país devido à escalada de tensões no enclave de Nagorno-Karabakh, onde este domingo começaram novos confrontos violentos entre forças azerbaijanas e arménias.

Segundo o decreto presidencial, a ordem entra em vigor esta mesma segunda-feira.

Aliev tinha já decretado no domingo lei marcial em todo o país e um recolher obrigatório em algumas cidades devido à situação em Nagorno-Karabakh, onde já foram registadas dezenas de vítimas entre ambas partes do conflito.

No seu discurso este domingo no Conselho de Segurança do país, Aliev prometeu não ceder no conflito com a Arménia, que remonta a finais da década de 80 e que levou o Azerbaijão à perda de controlo sobre Nagorno-Karabakh depois de uma dura guerra que causou mais de 25.000 mortos.

"Estamos na nossa terra, não queremos as dos outros. Mas a nossa não a entregamos a ninguém", disse Aliev.

O presidente azerbaijano enfatizou que o conflito de Nagorno-Karabah não pode ser revolvido "com meias medidas".

"Nunca iremos permitir a criação do chamado 'segundo estado arménio' em território azerbaijano. Os incidentes de hoje são prova disso", afirmou, pedindo depois para restaurar a "justiça histórica" e a "integridade territorial do país" de uma forma que o povo azerbaijano fique satisfeito.

Os confrontos em Nagorno-Karabakh, da qual ambos se acusam mutuamente, levou também a Arménia a decretar lei marcial e a mobilização geral em todo o seu território.

As forças em Nagorno-Karabakh confirmaram até agora a morte de pelo menos 31 militares nos ataques das forças azerbaijanas e publicaram os nomes dos soldados falecidos.

A Arménia negou a informação azerbaijana sobre centenas dos seus soldados falecidos nos confrontos.

Baku, por sua vez, ainda não ofereceu informação oficial sobre o número de baixas militares na região durante a escalada que começou domingo.

Ao mesmo tempo, ambas partes informaram de várias vítimas entre a população civil, residentes na linha de separação entre as partes em Nagorno-Karabakh.