EFEBruxelas

O presidente do Parlamento Europeu (PE), David Sassoli, pediu esta quinta-feira que a violência usada pelas autoridades contra os manifestantes na Bielorrússia tenha "consequências internacionais", tais como a imposição de sanções que estão a ser contempladas pela União Europeia.

"O uso da força bruta por parte das forças de segurança contra o seu próprio povo, resultando em feridos e falecidos, devia ter consequências de acordo com a legislação internacional, como com a utilização de sanções dirigidas", disse Sassoli em comunicado.

O político italiano mostrou a sua "profunda preocupação" pela "violência usada pelas autoridades" desde a madrugada da última segunda-feira, quando explodiu uma onda de protestos depois da publicação dos resultados eleitorais que deram a vitória ao atual presidente bielorrusso, Alexandr Lukashenko.

Os resultados das eleições foram rejeitados pelos quatro candidatos que competiram com Lukashenko, e a líder da oposição unificada, Svetlana Tikhanovskaia, deixou o país e refugiou-se na Lituânia na terça-feira.

"Os bielorrusos têm direito a protestar e a expressar o seu desagrado face aos resultados contestados das eleições e do processo eleitoral não transparente, que não cumpriu com os padrões internacionais mínimos", advertiu Sassoli.

O presidente do Parlamento Europeu pediu a Lukashenko que ponha fim à violência e à repressão e que liberte imediatamente todos os detidos nos últimos dias.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países da União Europeia vão abordar esta sexta-feira em reunião extraordinária a situação na Bielorrússia e outros assuntos urgentes do panorama internacional.

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