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A prevalência de coronavírus aumentou 50% em Inglaterra entre princípios de dezembro e a segunda semana de janeiro, segundo uma análise do Imperial College de Londres, na qual adverte para o recente aumento de infeções.

De acordo com o estudo, entre os 142.000 voluntários que fizeram o teste da covid-19 entre 6 e 15 de janeiro, uma em cada 63 pessoas deu positivo para coronavírus.

O Imperial College, que elaborou a análise junto à empresa de sondagens Ipsos Mori, indicou que o estudo não reflete o impacto do confinamento imposto em Inglaterra em princípios de janeiro, mas aponta a "um recente aumento de infeções".

Embora haja uma subida de casos entre toda a população adulta, as mais altas foram entre jovens de 18 a 24 anos. A prevalência mais alta foi registada em Londres.

Os incrementos foram também pronunciados no sudeste e este de Inglaterra, assim como no centro e sudoeste inglês.

A única região com um declínio nas infeções foi Yorkshire, no norte de Inglaterra, enquanto que o centro-este inglês se mantém estável, acrescentou a análise, que coloca o R -número reprodutivo da doença- em 1,04, o que indica a propagação do coronavírus.

O diretor do programa de monitorização de infeções "React" do Imperial College, Paul Elliott, advertiu que se a prevalência do coronavírus continuar a um nível tão elevado "vão-se perder mais e mais vidas" e que os seus dados levantam preocupações sobre o recente aumento de infeções.

O especialista alertou para o perigo de os hospitais ficarem cada vez mais sobrecarregados caso os contágios não forem reduzidos.

"Todos temos um papel a desempenhar para prevenir que esta situação se agrave e devemos fazer o nosso melhor para ficar em casa sempre que possível", acrescentou.