EFEBruxelas

O ex-presidente da Catalunha, Carles Puigdemont, disse hoje que é "evidente" que "as instituições europeias não apoiam a causa catalã", e acrescentou que interpela ao presidente do Conselho da União Europeia, Donald Tusk, por ser o único que se expressou "de uma forma respeitosa" sobre o assunto.

"É evidente. A União Europeia, as instituições europeias não apoiam a causa catalã. A minha decepção é, não relativamente à questão da independência, mas a respeito dos direitos fundamentais", declarou Puigdemont numa entrevista difundida hoje pela radiotelevisão pública belga "RTBF".

Puigdemont acrescentou que lançou "uma interpelação à UE em geral e também a Donald Tusk" porque o presidente do Conselho, a instituição que representa os Estados membros da União europeia (UE) "foi o único que ao expressar-se sobre a crise catalã fê-lo de uma forma respeitosa".

"É um assunto europeu, agora. O mundo todo deu-se conta que não é um assunto só doméstico, porque concerne os direitos fundamentais", acrescentou Puigdemont, perseguido pela justiça espanhola e radicado na Bélgica.

O ex-presidente catalão acrescentou que sempre considerou que não se mudou para a Bélgica como país mas sim "à capital de Europa" que é Bruxelas, que exerce de sede das principais instituições da UE.

Perguntado sobre os seus vínculos com o partido nacionalista flamenco N-VA, em coligação com o atual Governo belga, Puigdemont reconheceu laços de amizade com o partido, mas negou que lhe esteja a dar apoio económico.

Puigdemont reiterou que a sua intenção é voltar à Catalunha, mas afirmou que "não se reúnem as condições" que deseja para este regresso.