EFEOristão (Itália)

O ex-presidente catalão Carles Puigdemont, detido na quinta-feira na ilha italiana da Sardenha e libertado na sexta-feira, afirmou hoje que se o Estado espanhol se recusar a negociar com a Catalunha o seu direito à autodeterminação e não propõe outra alternativa, o povo catalão terá o "direito político, moral e de justiça de exercer o unilateralismo".

"O unilateralismo é um caminho não violento e, portanto, é um caminho legítimo, que não somos os primeiros a seguir, foi seguido por outros precedentes no mundo que foram endossados ​​pela justiça internacional. É um último recurso, ninguém pode negar-nos este direito, ninguém que se recusar a negociar com a Catalunha o direito à autodeterminação vai poder negar-nos o direito ao unilateralismo, obviamente", disse Puigdemont à imprensa em Oristão, onde se reuniu com um grupo de autoridades locais pró-independência.

"Depois de tentar tudo, com a direita e com a esquerda, com quem os apoiamos e com quem não o faz, se finalmente a resposta continuar a ser não, e a única alternativa ao projeto de independência é o que estamos a ter, quatro anos de repressão dos nossos direitos e dos nossos recursos, iremos ter todos os direitos políticos, morais e de justiça para exercer o unilateralismo quando estivermos em condições de exercê-lo", acrescentou.