EFEMoscovo

A Rússia não tem as mesmas preocupações com a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO que tem com o caso da Ucrânia, embora irá responder caso surjam ameaças, disse esta quinta-feira o presidente russo, Vladimir Putin.

"Não temos os problemas com a Suécia e a Finlândia que temos, infelizmente, com a Ucrânia. Não temos preocupações ou reivindicações territoriais, não há nada com que nos preocuparmos em relação à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO. Se é isso o que eles querem, então que sigam em frente", disse Putin à imprensa em Ashgabat, conforme citado pela Interfax.

Contudo, acrescentou que "têm de compreender claramente que antes não enfrentavam qualquer ameaça, mas agora, no caso de destacarem tropas e infraestruturas militares para lá (fronteira com a Rússia), seremos forçados a responder simetricamente e a gerar as mesmas ameaças vindas desses territórios".

"Estas são coisas óbvias, será que eles não entendem? Estava tudo bem entre nós, mas agora haverá certas tensões, isso é óbvio (...). Repito, geram-se ameaças", acrescentou.

O presidente russo comentou a definição da Rússia como a principal ameaça, que foi anunciada na véspera na cimeira da NATO em Madrid, dizendo que "é necessário tomar isto como um facto".

"Não é novidade para nós que eles se têm vindo a preparar para ações ativas contra nós desde 2014. Isto explica as nossas ações resolutas para defender os nossos próprios interesses", explicou.

De acordo com Putin, os EUA precisavam de um inimigo externo para reunir os seus aliados à volta da sua ameaça percebida.

"O Irão não lhes foi muito útil neste papel, a Rússia funciona melhor. Demos-lhes essa oportunidade, de reunir todos os seus aliados à sua volta nesta nova volta da espiral da história", disse.