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A Coreia do Norte solicitou nesta quinta-feira aos Estados Unidos que substituam o seu secretário de Estado, Mike Pompeo, como líder nas negociações sobre desnuclearização para que o diálogo sobre o tema possa prosseguir.

Numa nota divulgada pela agência "KCNA", Kwon Jong-gun, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, afirma que "caso as conversas sejam retomadas no futuro", o regime gostaria que em vez de Pompeo, esse papel correspondesse a "alguém que mostre maior tato e maturidade na hora de se comunicar" com Pyongyang.

O porta-voz acrescentou que as relações podem "ficar complicadas se Pompeo estiver envolvido nas negociações" e observa que, toda vez que o secretário de Estado "põe o nariz, o diálogo piora e fica sem resultados".

Ao mesmo tempo, Kwon ressaltou que "felizmente, a relação entre o presidente (dos EUA) Donald Trump e o nosso líder (Kim Jong-un) continua a ser boa".

As palavras do regime chegam no mesmo dia em que o governo norte-coreano anunciou que Kim supervisionou o teste de uma arma tática (de curto alcance para campos de batalha), sem fornecer mais detalhes.

Os especialistas acreditam se tratar de um míssil de cruzeiro, um projétil de curto alcance cujo uso por parte da Coreia do Norte não sanciona nenhuma das resoluções das Nações Unidas.

No entanto, o gesto poderia ser um alerta a Trump, que disse estar muito satisfeito com o facto de Pyongyang não ter testado mísseis balísticos, nem armas atómicas num ano e meio, para que opte por flexibilizar a sua postura negociadora após a fracassada cimeira de Hanói.