EFEKiev

Os corpos sem vida de civis recuperados na região de Kiev aumentaram para 1.314, a maioria abatidos a tiros pelas tropas russas, informou esta sexta-feira o chefe regional da polícia, Andriy Nebytov, em declarações recolhidas pela agência Ukrinform.

"Atualmente há já 1.314 mortos. Insisto, tratam-se de civis que não tinham nenhuma relação com unidades militares, com as forças de defesa territorial ou com os que defendem a nossa pátria. São civis normais. A maioria deles, segundo a conclusão dos especialistas, foram assassinador de forma precisa com armas ligeiras, ou seja, não numa explosão", disse.

Nebytov acrescentou que ontem foi realizada a exumação do corpo de um habitante local nascido em 1982 e abatido por um franco-atirador perto de Borodyanka quando ia recolher comida de um carro em mãos das tropas russas.

O homem tentava assim conseguir algo para comer, já que as pessoas não tinham alimentos, e foi abatido, assinalou o dirigente ucraniano.

O chefe da polícia da região de Kiev sublinhou que as autoridades trabalham de maneira reforçada e têm realizado medidas operacionais e preventivas destinadas a identificar pessoas que facilitam a atividade dos grupos de sabotagem e reconhecimento e dos seus colaboradores, assim como uma varredura do território.

"Mais de 300 equipas de investigação operacional estão a trabalhar para registar os crimes dos militares da Rússia no território da região de Kiev", assinalou.

Nebytov acrescentou que atualmente o delito mais comum é o roubo e que foram registados cerca de quinhentos casos de pilhagem.

No entanto, os casos de uso de armas de fogo por pessoas em estado de embriaguez têm aumentado.