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O Governo britânico estuda a possibilidade de fazer testes aos viajantes obrigados a fazer quarentena por virem de países com risco de COVID-19 de modo a reduzir o atual período de isolamento de catorze dias, indicou esta quinta-feira o ministro da Saúde, Matt Hancock.

No entanto, Hancock disse, em declarações à BBC, que não prevê mudanças "iminentes", pois é uma questão "importante" e "essencialmente científica" que deve ser contemplada.

Até que o estudo não seja concluído, serão mantidos os catorze dias de quarentena obrigatória aos viajantes chegados de países como Portugal ou Espanha -excluída no passado fim de semana da lista de territórios seguros- e não haverá alterações até que se demonstre que estas podem ser aplicadas "de forma segura", afirmou.

O ministro expressou também "a sua inquietação" com os indícios de que existe "uma segunda vaga que claramente se está a mover pela Europa" e insistiu que "devem ser tomadas medidas", que podem incluir a extensão da imposição de confinamento a mais países.

Além disso, o conselheiro médico adjunto do Governo, Jonathan Van-Tam, anunciou hoje que em Inglaterra -a região mais populosa, com 56 milhões dos 66,6 milhões de habitantes - o período de isolamento das pessoas com sintomas de COVID-19 será aumentado dos atuais sete dias para dez, a fim de minimizar o risco de contágio.