EFEPraga

O Governo checo impôs esta quarta-feira, e durante duas semanas, o encerramento do comércio de produtos não essenciais e pediu à população que apenas saia à rua para trabalhar, fazer compras e passear no campo, procurando com estas medidas deter a rápida subida de contágios das últimas semanas.

A medida, em vigor a partir desta quinta e até 3 de novembro, foi anunciada pelo primeiro-ministro, Andrej Babis, que reconheceu que as restrições implementadas nas últimas semanas, como encerramento de escolas, restaurantes e lugares de lazer, "não funcionam".

"Acordamos estas novas medidas, pelas quais pedimos desculpa. Mas infelizmente estamos numa situação em que a propagação do vírus é dramática, e as medidas que adotámos nas últimas semanas não estão a funcionar", disse Babis.

O ministro da Saúde, Roman Prymula, justificou o novo pacote de medidas para aliviar a pressão sobre o sistema hospitalar.

"As medidas são realmente imprescindíveis. De todos os testes que fazemos, um terço saem positivos", explicou o ministro.

O país centro-europeu, que se encontra em estado de emergência desde 5 de outubro, lidera a União Europeia em termos do número de infeções "per capita", com quase 1.000 casos por 100.000 habitantes.

A partir de hoje é obrigatório usar máscara em espaços abertos quando a distância com terceiros é inferior a dois metros, quando até agora a sua utilização só era necessária em espaços interiores e em meios de transporte.

O país encomendou ao Exército a construção de um hospital de campanha no centro de exposições Praga-Letnaménia, ao norte da capital, com uma capacidade de 500 camas para doentes de covid, que estará operacional a partir de domingo.