EFEJerusalém

Os resultados finais das eleições da última terça-feira em Israel, mesmo faltando algumas validações, confirmam o bloqueio político no país, sem maiorias parlamentares dos dois grandes blocos, e que o Likud, de Benjamin Netanyahu, deixa de ser o partido mais votado.

O Comité Eleitoral Central israelita publicou esta sexta a primeira recontagem final, que não será definitiva até que seja apresentada ao presidente Reuven Rivlin, na próxima quarta-feira, mas sobre as quais mudanças substanciais não são esperadas e que corrobora que a coligação centrista Azul e Branco, de Benny Gantz, é a primeira força parlamentar com 33 das 120 cadeiras, duas a mais que o Likud.

A participação final alcançou 69,72% (4,4 milhões dos 6,3 convocados para a votação), mais 1,8% que nas eleições do mês de abril.

O Azul e Branco ultrapassa o direitista Likud em 37 mil votos, que perdeu mais de 28 mil votos em comparação com as eleições de abril.

A Lista Unida, que agrupa os partidos árabes, consolida-se como a terceira força com 10,62% dos votos e consegue 13 assentos no Parlamento.

Atrás fica o partido ultra-ortodoxo Shas, com 7,44% dos votos (9 assentos), o direitista Israel Nosso Lar, com 6,99% (8 cadeiras) e o Judaísmo Unido pela Torá com 6,06%.

Nos últimos lugares estão a coligação de partidos de direita e extrema-direita Yamina, com 5,88% (7 assentos), o Trabalhismo-Guesher, da aliança entre o histórico partido Trabalhista com 4,80% (6 cadeiras) e o esquerdista União Democrática com 4,34% (5).

O partido Poder Judeu, considerado racista, não conseguiu superar os 3,25% necessários para entrar na Knesset (Parlamento).

Em Jerusalém, o Likud conquistou 23% dos votos (2% a menos que em abril) e deixou de ser o partido mais votado, abaixo do Judaísmo Unido pela Torá, com 25%.

Já em outro grande centro urbano, Telavive, o Azul e Branco perdeu cerca de três pontos (de 46% para 43%), enquanto o Israel Nosso Lar aumentou até 4%, em comparação com o apenas 1% obtido nas últimas eleições.

O Comité Eleitoral não inclui nesta contagem os votos de 14 centros que estão a ser investigados e várias urnas revisadas por irregularidades, pelo que o resultado final não será anunciado até à próxima quarta-feira.