EFEMoscovo

A Rússia disse esta quinta-feira que a entrada da Finlândia na NATO será uma ameaça e não torna o continente europeu mais estável ou mais seguro.

"Sem dúvida" que é uma ameaça, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa telefónica diária ao responder a um pergunta a esse respeito, e acrescentou que "uma nova ampliação da NATO não torna o nosso continente mais estável ou mais seguro".

Peskov explicou que, assim que a Finlândia adira à Aliança Atlântica, a Rússia analisará a situação para elaborar as medidas necessárias para garantir a sua segurança.

"A NATO está a mover-se para o nosso lado. É por isso que tudo isto serão elementos para uma análise especial e elaborar as medidas necessárias para equilibrar a situação e garantir a nossa segurança", disse o porta-voz.

Perguntado qual poderá ser a resposta da Rússia à adesão da Finlândia, respondeu: "Tudo dependerá da forma como a futura ampliação (da NATO) se manifeste, de quanto as infraestruturas militares se aproximem das nossas fronteiras.

O presidente da Finlândia, Sauli Niinistö e a primeira-ministra, Sanna Marin, anunciaram esta quinta-feira que a Finlândia "deve solicitar a sua adesão à NATO sem demora".

A entrada da Finlândia na Aliança Atlântica, algo impensável há apenas alguns meses, conta atualmente com amplo apoio popular, já que, segundo as últimas sondagens, 73-76% dos inquiridos está a favor, enquanto apenas 12% está contra.

"As variantes mais diversas são sempre estudadas e analisadas", disse o porta-voz presidencial russo em resposta à pergunta de se o Kremlin considerava a possibilidade de os países vizinhos se candidatarem à adesão à NATO como uma reação ao que a Rússia chama de "operação militar especial" na Ucrânia.

Peskov acrescentou que Moscovo lamenta que a Finlândia tenha aderido às "medidas hostis" tomadas contra a Rússia no seio da União Europeia.