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O ex-ministro do Interior italiano e líder do partido de extrema-direita Liga, Matteo Salvini, explicou que está tranquilo e que acha que não será condenado por ter impedido durante dias o desembarque de migrantes a bordo de um barco militar italiano.

"Cumpri com o meu dever, sem nenhum tipo de receio. A defesa da pátria é um dever cidadão, mais ainda quando és ministro", disse hoje Salvini, que falou à imprensa internacional um dia depois do Senado ter aprovado o levantamento da sua imunidade para permitir a possível abertura de um julgamento contra si por abuso de poder e sequestro de pessoas.

O caso remonta a julho passado, quando Salvini proibiu o desembarque de 131 migrantes que se encontravam a bordo de um barco da Guarda Costeira italiana há cinco dias.

O agora senador explicou que vai acompanhar "cuidadosamente o que irá acontecer, sem nenhum receio ou preocupação", e que não acha que será condenado, acrescentando que "o artigo 52 da Constituição estabelece que a defesa da pátria é um dever para todos os cidadãos".