EFEGenebra

Os suíços decidiram em referendo este domingo manter a livre circulação de pessoas com a União Europeia, rejeitando por mais de 60% dos votos a proposta dos Conservadores de terminar em 2021 o acordo assinado por Berna e Bruxelas em 1999.

Com dois dos 26 cantões do país ainda sem completar a votação, 61,69% dos eleitores rejeitaram a proposta da União Democrática do Centro (UDC), contra a qual os outros principais partidos, incluindo os Socialistas, Liberais, Democratas Cristãos e Verdes, tinham tomado posição.

A participação dos eleitores foi particularmente elevada, com cerca de 60%, o dobro do habitual para os referendos trimestrais suíços, um indicador da importância que os eleitores atribuem à manutenção do relacionamento com o seu principal parceiro comercial.

O UDC, partido com mais votos nas eleições parlamentares de 2019, mas que detém apenas um quarto dos assentos parlamentares, propôs o fim do acordo com base no fato de ter desfavorecido os trabalhadores nacionais mais velhos em favor dos jovens imigrantes da União Europeia.

Os outros grupos pediram um "não" e alertaram que o acordo de 1999 estava ligado a outros com a UE em áreas como agricultura, comércio, ciência, transporte e aviação civil, e poderia, portanto, comprometer a relação com um mercado para o qual a Suíça direciona metade das suas exportações.