EFEWashington

Centenas de pessoas estiveram na última noite, pela terceira vez consecutiva, nos protestos contra o assassinato às mãos da polícia de um jovem negro em Brooklyn Center, um bairro de Minneapolis (Minnesota), enquanto os procuradores estudam se apresentam acusações contra a oficial que, segundo as autoridades, disparou contra a vítima.

O procurador do condado de Washington, Pete Orput, assegurou à CNN que espera poder gerir esta quarta-feira a decisão da acusação contra a já ex-polícia de Brooklyn Center Kim Potter pelo incidente que tirou a vida a Daunte Wright, de 20 anos.

"Espero ter uma decisão sobre as acusações" hoje, disse Orput na noite passada. "Acabo de receber a extensa documentação e (quando a estudar) vou tomar uma decisão", acrescentou, segundo o canal americano.

A agente que matou o afroamericano Daunte Wright com um disparo apresentou esta terça a sua demissão ao chefe da polícia de Brooklyn Center depois de uma noite de distúrbios raciais que deixou cerca de 60 detidos.

Algumas das manifestações têm sido violentas, como as da segunda-feira. As de terça começaram pacíficas, mas o caos chegou rapidamente perto da esquadra de Brooklyn Center.

Os agentes utilizaram gás pimenta e dispararam bombas de fumo contra os manifestantes, que atiraram garrafas de água e outros projéteis.

Alguns manifestantes escalaram uma cerca perto das instalações policiais com um cartaz com "Justiça para Daunte Wright", segundo a imprensa local, que confirmou também o destacamento de membros da Guarda Nacional.

Depois da entrada em vigor do recolher obrigatório, às 22h, a maioria dos manifestantes voltou para casa.

O chefe da Patrulha Estatal do Minnesota, Matt Langer, disse que os agentes junto a Brooklyn Center fizeram "mais de 60 detenções", muitas das quais por "distúrbios e outras condutas delativas".

A morte de Wright acontece quando os nervos estão à flor da pele em Minneapolis, pendente da sentença do julgamento contra Derek Chauvin, um dos quatro polícias acusados do assassinato de George Floyd em maio passado, que provocou uma onda de protestos em todo o país.