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Um tribunal britânico recusou conceder liberdade condicional a Julian Assange, exigido pelos EUA por causa das revelações do seu site WikiLeaks, apesar do receio de contágio de COVID-19 na prisão londrina onde se encontra preventivamente.

A juíza Vanessa Baraitser do Tribunal de Westminster rejeitou o pedido dos advogados do australiano, que argumentaram que o seu cliente, num estado de saúde precário depois cerca de dez anos em cativeiro, poderá facilmente apanhar o novo coronavírus no centro de alta segurança de Belmarsh, colocando em risco a sua vida e a do seu meio.

O pedido dos advogados de Assange, que enfrenta a segunda fase do seu julgamento de extradição em maio, chega depois do Governo britânico indicar que estava a considerar libertar temporariamente alguns detidos para reduzir a incidência da COVID-19 nas prisões do Reino Unido.