EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que a decisão do seu homólogo francês, Emmanuel Macron, de congelar o aumento de impostos sobre os combustíveis em França lhe dá razão nas suas críticas ao Acordo de Paris sobre mudança climática, que tachou de "defeituoso".

Em duas mensagens no Twitter, Trump reagiu à concessão de Macron perante o movimento dos "coletes amarelos" após os violentos protestos do fim de semana em França, e interpretou-a como um apoio à sua decisão de se retirar do Acordo de Paris, apesar de o Governo francês continuar a apoiar o pacto.

"Fico feliz que o meu amigo @EmmanuelMacron e os manifestantes em Paris se tenham mostrado de acordo com a conclusão à qual cheguei há dois anos", escreveu Trump.

"O Acordo de Paris é irremediavelmente defeituoso, porque sobe o custo da energia para os países responsáveis, enquanto encobre alguns dos que mais poluem no mundo", acrescentou.

Trump destacou que quer "ar e água limpos" e garantiu que fez "grandes avanços para melhorar o meio ambiente nos EUA", mas ressaltou que "os contribuintes e trabalhadores americanos não deveriam pagar para limpar a poluição de outros países".

A lacuna entre os EUA e o resto da comunidade internacional no relativo à mudança climática voltou a ficar claro neste fim de semana durante a cimeira do G20 em Buenos Aires.

No comunicado final da reunião, os signatários do Acordo de Paris deixaram claro que esse pacto "é irreversível" e comprometeram-se com a sua aplicação, enquanto os EUA reiteraram num ponto à parte a sua decisão de se retirar dessa regulação internacional.

O Governo francês anunciou terça-feira que vai suspender durante seis meses a subida da chamada "taxa carbono" sobre o combustível, dentro da sua estratégia para reduzir a dependência do petróleo e favorecer uma economia com menores emissões de dióxido de carbono para lutar contra a mudança climática.

O Executivo de Macron viu-se obrigado a recuar após os violentos protestos dos "coletes amarelos", que começaram a sua reivindicação contra o aumento dos impostos sobre o combustível e a ampliaram depois contra a perda de poder aquisitivo.