EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu este domingo o veto do país à entrada de estrangeiros provenientes da China, enquanto foi confirmado o nono caso de coronavírus em território americano, e a Casa Branca lamentou que Pequim ainda não tenha aceitado a sua ajuda perante a crise.

"Basicamente, fechamos a entrada da China", disse Trump durante uma entrevista transmitida no canal "Fox News" pouco antes do início do Super Bowl.

"Nós oferecemos (à China) uma tremenda ajuda, nós somos os melhores do mundo nisso. Mas não podemos ter milhares de pessoas a entrar (no país) que poderiam ter esse problema, o coronavírus", acrescentou.

As declarações do presidente americano foram dadas pouco antes da entrada em vigor da proibição da entrada nos EUA de qualquer pessoa que tenha passado pelo território chinês nos últimos 14 dias. O veto, anunciado na última sexta-feira, passou a valer às 17h locais deste domingo.

Além disso, os americanos que visitaram a província de Hubei, epicentro da epidemia, estarão sujeitos a uma quarentena obrigatória de 14 dias, de acordo com o Departamento de Saúde dos EUA.

Os americanos que estiveram no resto da China nas últimas duas semanas devem passar por exames médicos nos únicos sete aeroportos que ainda recebem voos do país asiático e por uma quarentena domiciliar de até 14 dias para garantir que não contraíram o vírus.

Os EUA não são o único país que impôs severas restrições de viagem após a epidemia, que foi rotulada como uma emergência internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Japão também baniu temporariamente os estrangeiros que estiveram recentemente na província chinesa de Hubei, e a Coreia do Sul anunciou este domingo que vai implementar a mesma proibição a partir de terça-feira.

Até agora foram confirmados nove casos de coronavírus nos EUA, incluindo um na costa leste (Massachusetts), cinco na costa oeste (Califórnia e Washington), dois em Illinois e um no Arizona.