EFEIstambul

O Ministério da Defesa turco denunciou este sábado que as milícias curdas fizeram 14 ataques contra as forças turcas nas últimas 36 horas, violando assim o cessar-fogo no nordeste da Síria pactuado na quinta-feira entre a Turquia e os Estados Unidos.

Defesa assegurou que as milicias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera um grupo terrorista e contra as que lançou uma ofensiva em solo sírio a 9 de outubro, atacaram o Exército sírio nas cidades fronteiriças de Ras a el Ain, Tal Abiad e Tal Tamer.

"Os terroristas das YPG fizeram 14 ataques nas últimas 36 horas", afirma Defesa em comunicado, onde assegura que o Exército turco respeitou a trégua.

As forças curdas denunciaram ontem que o Exercito turco continuou a bombardear a cidade de Ras a el Ain, apesar de que o cessar-fogo estabelece uma trégua de cinco dias nos quais as milícias curdas devem abandonar o nordeste do país.

O pacto afirma que as YPG devem retirar-se do que Ancara denomina "zona segura", uma faixa fronteiriça de 30 quilómetros de largo que o Governo turco quer ter sob controlo.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, negou ontem que o Exército turco tenha violado o acordo com os Estados Unidos e garantiu que o Exército turco não irá deixar a área até que as YPG se retirem.