EFEBruxelas

As temperaturas na Europa no passado abril foram as mais baixas para esse mês desde 2003 -0,9 graus centígrados abaixo da média de entre 1991 e 2020-, embora a nível mundial tenham sido 0,2 graus superiores à média desse período.

Estas são algumas das conclusões do último relatório mensal sobre o clima publicado esta quinta-feira pelo Serviço de Alterações Climáticas da Copernicus (C3S), que destaca as grandes diferenças de temperaturas registadas no continente europeu no último mês.

Numa ampla faixa desde a Islândia até ao Mediterrâneo e o Mar Negro as temperaturas ficaram abaixo da média do período compreendido entre 1991 e 2020, enquanto que no oeste da península ibérica e no extremo oriental do continente o mês foi mais quente que o habitual, segundo o relatório.

Abril começou com condições "invulgarmente suaves em muitos lugares" da Europa, e as temperaturas caíram em pique numa extensa região na primeira semana, chegando a mínimos históricos em partes da Europa ocidental e central.

A descida de temperaturas foi especialmente acusada no Reino Unido, com o mês de abril mais frio desde 1922 e com o maior numero de geadas desde que há registos.

Foram também observadas diferenças quando à média pluvial, com um mês mais seco que a média no oeste e sudeste do continente europeu, mas condições mais húmidas que a média em parte da península ibérica e na maioria da Europa oriental.

À escala global, o mês de abril deste ano foi o mais quente em comparação com qualquer outro abril anterior a 2010, com uma temperatura média de 0,2 graus superior à do período 1991-2020.

As maiores anomalias ocorreram em grande parte do nordeste do Canadá e Gronelândia, oeste da Sibéria e em partes do Médio Oriente, onde as temperaturas médias estiveram bem acima dos valores normais.

O relatório também indica que a extensão de gelo marítimo do Ártico foi a sexta mais baixa desde o início do registo por satélite em 1979.