EFEXangai (China)

O último surto de covid na China é "o mais amplo" desde o registado na cidade central de Wuhan em finais de dezembro de 2019, que reuniu os primeiros casos da pandemia detetados ao nível mundial, segundo o jornal oficial Global Times.

Desde os primeiros casos -no passado dia 20- até esta manhã foram detetados cerca de 200 contágios que, ao contrário de outras ocasiões em que o vírus se voltou a propagar na China, já afetaram diferentes áreas do país.

O atual surto começou no aeroporto internacional da cidade oriental de Nanjing, capital da província de Jiangsu, e estendeu-se a outras cinco províncias e à capital Pequim.

Especialistas citados pelo Global Times dizem que a rápida propagação se deve à alta capacidade de contágio da variante delta e apelam ao "reforço" da gestão dos pontos de entrada no país, pois tanto o surto de Nanjing como um surto recente na província meridional de Yunnan "estão ligados a casos importados".

Shao Yiming, um imunologista do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças do país, disse que o surto de Nanjing é "pequeno" e que as taxas de contágio "não estão ao mesmo nível" que noutros países, em parte porque "foi detetado numa fase inicial e foram tomadas medidas potentes".

De acordo com o artigo, peritos médicos apontaram que a maioria dos contagiados nessa cidade estavam vacinados, levantando dúvidas sobre a eficácia das vacinas usadas depois de sete deles terem ficado gravemente doentes.

Shao disse que as vacinas existentes -as aprovadas na China são todas desenvolvidas nacionalmente -"ainda são eficazes" contra mutações do vírus e que, embora a sua capacidade de prevenir infeções contra estas possa ser inferior, "não há grande lacuna" na eficácia contra casos graves e mortes causadas pelo coronavírus SARS-CoV-2 e as suas variantes.