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O Vaticano está à beira da insolvência, algo assegurado pelos assessores do papa Francisco, segundo os documentos e dados publicados pelo jornalista italiano Gianluigi Nuzzi no seu novo livro de investigação sobre as contas vaticanas, "Giudizio Universale", que se apresenta esta segunda-feira.

"Não é um exagero. É dito pelos próprios assessores do papa", afirmou hoje à EFE o escritor de outros volumes sobre o Vaticano como "Vía Crucis", pelo qual foi julgado e absolvido por um novo Vatileaks, e "Sua Santidade", com as cartas secretas de Bento XVI.

O novo livro de Nuzzi publica uma parte do relatório redatado pelo Conselho para a Economia em maio de 2018, no qual se lê que "se renova a preocupação pelo défice que afeta a Santa Sé e se considera que se deve informar o Santo Padre do seguinte: o défice é recorrente e estrutural, alcançou níveis preocupantes, com o risco de provocar insolvência à falta de ações urgentes".

Nuzzi explicou à EFE que foi então criado um "pequeno comité que se deu 5 ou 6 anos para resolver a situação e salvar o Vaticano, mas os dados pioraram".

A Administração do Património da Sede Apostólica (APSA), que gere os bens e propiedades da cúria romana, "em maio/junho de 2019 apresentava um ano com dados negativos pela primeira vez na história, com um resultado operativo de menos 27% e um resultado financeiro de menos 67%", ressalta.