EFEBeirute

A Unicef e a organização não-governamental Save the Children divulgaram esta terça-feira que cerca de 30 crianças morreram e mais de 500.000 tiveram que deixar as suas casas na Síria por causa do frio intenso ou dos violentos conflitos no país.

No meio da intensificação da ofensiva das forças do regime de Bashar al-Assad iniciada a 1 de dezembro do ano passado contra o bastião opositor em Idlib, no noroeste, mais de meio milhão de menores de idade deixaram os locais onde vivem e dirigiram-se para a fronteira com a Turquia.

Além disso, a Save the Children apontou que pelo menos sete crianças, incluindo um bebé, morreram por causa das baixas temperaturas e as "péssimas condições de vida" nos campos de deslocados da região, onde o Exército já atua contra os rebeldes desde abril passado.

"À medida que mais civis procuram desesperadamente a segurança na fronteira síria com a Turquia, ficamos preocupados, porque a quantidade de mortes aumenta, dadas as condições de vida absolutamente desumanas", afirmou em comunicado a diretora da ONG para a Síria, Sonia Klush.

A representante da organização aponta que as crianças sofrem com o frio ao não terem teto e roupas próprias para o clima. Além disso, os que conseguem uma tenda, um colchão e um aquecedor correm o risco de morrer por asfixia ou queimaduras.

Segundo a Save the Children, apenas nos três primeiros dias de fevereiro quase 145.000 pessoas deixaram as suas casas e mais de 80.000 foram viver ao ar livre, em campos cobertos de neve.

UNICEF: 28 CRIANÇAS MORTAS EM 2020

A Unicef, por sua vez, divulgou em comunicado que constatou a morte de 28 crianças na Síria desde o início de 2020, enquanto outras 49 ficaram feridas em consequência da escalada de violência na região.

De acordo com a organização, os dois últimos hospitais que operam na província de Alepo, região que conta com forte presença de grupos armados de oposição, foram atacados. Tratam-se de uma maternidade e um centro pediátrico.

"A situação no noroeste é insustentável, inclusivamente para os sombrios níveis da Síria", apontou a diretora-executiva da Unicef, Henrietta Fore, em comunicado.