EFEKiev

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse numa mensagem de vídeo que a Ucrânia fará tudo o que for possível "para recuperar do cativeiro russo todos os defensores que atualmente se encontram lá", informam esta quinta-feira as agências locais.

"Cerca de 144 soldados ucranianos regressaram do cativeiro russo, incluindo 59 soldados da Guarda Nacional, 30 da Marinha, 28 do exército, 17 guardas fronteiriços, nove combatentes da defesa territorial e um agente da polícia", confirmou Zelensky.

"O mais velho dos libertados tem 65 anos e o mais jovem tem 19. Em particular, 95 combatentes de Azovstal estão a regressar a casa", disse Zelensky, comentando a troca de prisioneiros que o seu Governo fez esta quarta-feira com o Kremlin.

Os defensores de Azovstal são um grupo de soldados pertencentes ao batalhão ultranacionalista Azov, que se juntou às tropas ucranianas na defesa da cidade marítima de Mariupol, atualmente controlada pelos russos.

Estes soldados estiveram sitiados durante dias juntamente com centenas de civis na fábrica metalúrgica de Azovstal, muitos dos quais foram feitos prisioneiros pelos russos.

Zelensky agradeceu também à Direção Principal de Inteligência do Ministério da Defesa ucraniano e a todos os que trabalharam para conseguir a troca de prisioneiros.

"Faremos tudo o que for possível para trazer para casa todos os homens e mulheres ucranianos", reiterou o presidente, que não referiu o número de prisioneiros russos que entregou a Moscovo.