EFESão Francisco (EUA)

O diretor-executivo da Facebook, Mark Zuckerberg, cuja empresa tem sido amplamente criticada por alegadamente colocar os lucros acima da segurança e desinformação, afirmou que se está a tentar pintar uma imagem falsa da empresa.

A publicação nesta segunda-feira dos chamados "Papéis da Facebook", que aprofundam a forma como a empresa deu prioridade aos lucros em detrimento da segurança e desinformação, redobrou a pressão sobre Zuckerberg no mesmo dia em que a rede social apresentou os seus resultados.

Estes documentos, publicados por um consórcio de dezassete meios de comunicação, entre os quais a CNN, o New York Times e o Washington Post, acrescentam novos detalhes às fugas de informação de uma antiga funcionária da empresa, Frances Haugen, publicadas há semanas pelo The Wall Street Journal.

Pela sua parte, Zuckerberg respondeu a estas publicações dizendo que "a crítica, se for de boa fé, ajuda a melhorar" as operações da empresa, segundo a CNN.

No entanto, disse que "estamos a assistir a um esforço concertado para utilizar seletivamente documentos com fugas de informação para pintar uma imagem falsa da nossa empresa".

"A realidade é que temos uma cultura aberta que fomenta a discussão e investigação sobre o nosso trabalho, para que possamos progredir em muitas questões complexas que não são especificamente nossas", acrescenta Zuckerberg.

Os resultados da empresa foram divulgados na segunda-feira durante o que poderá ser a maior crise dos 17 anos de história do gigante das redes sociais.

Mas apesar do intenso escrutínio que está a receber da imprensa e dos políticos, a Facebook continua a ganhar utilizadores e a aumentar os seus lucros, que nos primeiros nove meses do ano aumentaram 62% em comparação com o mesmo período em 2020.