EFELisboa

A Direção-Geral da Saúde (DGS) notificou esta terça-feira 2.706 novos contágios e quatro mortes por covid-19 em Portugal, imerso numa quarta vaga que levou ao regresso de restrições, embora contemple uma "libertação total" no final do verão com a imunidade de grupo.

É a previsão do primeiro-ministro, António Costa, que assegurou esta terça-feira que o país vai atingir a imunidade de grupo em finais do verão, quando se viverá "um momento importantíssimo para a confiança e a libertação total da sociedade", segundo explicou durante um ato em Lisboa.

O Governo português confia que o avanço do processo de vacinação permita uma melhoria da situação no país, que vive uma quarta vaga impulsionada pela variante delta, que levou a um aumento dos contágios e hospitalizações no último mês.

O número de hospitalizados manteve-se estável esta terça, por volta de 850 -177 nos cuidados intensivos-, embora sejam números recorde dos últimos quatro meses.

Desde o começo da pandemia, Portugal, com cerca de 10 milhões de habitantes, tem 932.540 casos confirmados e 17.215 falecidos, segundo dados da DGS.

A incidência a 14 dias ao nível nacional, que foi atualizada pela última vez na segunda, aproxima-se dos 400 casos por 100.000 habitantes.

O aumento dos números levou o Governo a aplicar restrições em todo o país, onde é exigido um teste negativo ou certificado digital para aceder a hotéis e alojamentos turísticos.

Além disso, em 90 municípios de risco alto ou muito alto, entre os quais estão Lisboa, Porto e Faro, este requisito é necessário para aceder ao interior dos restaurantes a partir das 19h00 de sexta-feira e durante todo o fim de semana.

Nestas localidades está também em vigor um recolher obrigatório desde as 23h00 até às 05h00.

46,5% da população portuguesa, incluindo os arquipélagos da Madeira e Açores, já tem a vacinação completa, enquanto que 17,7% ainda só tem a primeira dose.